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sábado, 28 de janeiro de 2012

Reinauguração do Palácio dia 25/01

Em cerimônia modesta, o governador Beto Richa (PSDB) reabriu ontem o Palácio Iguaçu após uma reforma de cinco anos. Na solenidade, Richa ignorou os dois antecessores, Roberto Re­­quião (PMDB) e Orlando Pessuti (PMDB), que iniciaram e tocaram a maior parte da empreitada. O espaço no Cen­tro Cívico estava fechado desde 2007, por ordem do então go­­ver­­nador Requião. Seu nome, porém, não foi citado em ne­­nhum momento. Quanto ao ex-governador Pessuti, que assumiu o governo em abril de 2010 e reinaugurou o espaço sem que a reforma estivesse concluída, nove meses depois, a lembrança veio por comparação: sai a grande festa, entra um ato rápido de nomeação de professores públicos. No lugar de um coquetel de luxo, café e sanduíches de queijo. “Pedi à minha equipe uma solenidade sem pompas, e principalmente, sem novos gastos públicos. Até porque a festa já ocorreu”, disse o governador.

Até mesmo a placa de “reinauguração” descerrada por Pessuti em 2010 foi removida. A peça tinha o mesmo tamanho e ficava ao lado daquela colocada no hall da entrada principal do prédio pelo ex-governador Bento Munhoz da Rocha Neto, durante a inauguração do Palácio Iguaçu em 1954. On­­tem, a parede estava nua. Nin­­guém do governo quis assumir a responsabilidade pela retirada. Questionado, o governador desconversou: “Tiraram? Nem reparei...”.

Três momentos

A reabertura teve três mo­­mentos. Em breve discurso no saguão do palácio, uma audiência de secretários de estado, deputados, vereadores e presidentes de entidades de classe, ouviu Beto lembrar que frequentava o edifício na adolescência quando o pai, José Richa, era o governador, nos anos 80

Em seguida, Beto subiu a escadaria em forma de caracol projetada por David Azambuja e assinou seu primeiro ato na nova sede do governo: a nomeação de 9.516 professores concursados para a rede estadual de ensino (leia mais na página 6).

Segundo o cerimonial do Palácio Iguaçu, a mesa na qual o ato foi firmado era a mesma usada por Bento Munhoz na criação da Companhia de Energia Elétrica do estado, embrião da Copel. O evento contou com a presença de Caetano Munhoz da Rocha e Suzana Munhoz da Rocha Guimarães, filhos do ex-governador. O ex-prefeito de Curitiba Ivo Arzua também compareceu. Ele foi um dos engenheiros que trabalhou na construção do prédio.

Em entrevista coletiva, Richa negou que o governo esteja para começar, de fato, só agora com a volta ao Iguaçu. “Já começamos há mais de um ano. Temos é que trabalhar dobrado para recuperar o tempo perdido”, disse, se referindo a seus antecessores.

Também negou que vá mudar a estratégia de governo no ano eleitoral. Porém não perdeu a chance de exaltar feitos da atual administração da capital e do aliado político, o prefeito Luciano Ducci (PSB).

Como parte final da solenidade, Beto Richa abriu seu gabinete. A decoração revela o estilo pessoal do governador. Movéis modernos e sóbrios em ferro e couro negro. Em destaque perto da janela, o capacete com que venceu as 500 milhas de Londrina no ano passado e o troféu de campeão.

Atrás da mesa, a foto do pai e um armário com a numerosa coleção de imagens religiosas doadas ao governador durante sua carreira política. Com o destaque dado para os santos, a outra coleção do governador, de miniaturas de tucanos (ave símbolo do PSDB), precisou ser guardada dentro de um dos armários do gabinete.

Jonathan Campos/Gazeta do Povo / Em uma cerimônia simples, Beto Richa fez um breve discurso para marcar a reabertura do Palácio Iguaçu

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