Até mesmo a placa de “reinauguração” descerrada por Pessuti em 2010 foi removida. A peça tinha o mesmo tamanho e ficava ao lado daquela colocada no hall da entrada principal do prédio pelo ex-governador Bento Munhoz da Rocha Neto, durante a inauguração do Palácio Iguaçu em 1954. Ontem, a parede estava nua. Ninguém do governo quis assumir a responsabilidade pela retirada. Questionado, o governador desconversou: “Tiraram? Nem reparei...”.
Três momentos
A reabertura teve três momentos. Em breve discurso no saguão do palácio, uma audiência de secretários de estado, deputados, vereadores e presidentes de entidades de classe, ouviu Beto lembrar que frequentava o edifício na adolescência quando o pai, José Richa, era o governador, nos anos 80
Em seguida, Beto subiu a escadaria em forma de caracol projetada por David Azambuja e assinou seu primeiro ato na nova sede do governo: a nomeação de 9.516 professores concursados para a rede estadual de ensino (leia mais na página 6).
Segundo o cerimonial do Palácio Iguaçu, a mesa na qual o ato foi firmado era a mesma usada por Bento Munhoz na criação da Companhia de Energia Elétrica do estado, embrião da Copel. O evento contou com a presença de Caetano Munhoz da Rocha e Suzana Munhoz da Rocha Guimarães, filhos do ex-governador. O ex-prefeito de Curitiba Ivo Arzua também compareceu. Ele foi um dos engenheiros que trabalhou na construção do prédio.
Em entrevista coletiva, Richa negou que o governo esteja para começar, de fato, só agora com a volta ao Iguaçu. “Já começamos há mais de um ano. Temos é que trabalhar dobrado para recuperar o tempo perdido”, disse, se referindo a seus antecessores.
Também negou que vá mudar a estratégia de governo no ano eleitoral. Porém não perdeu a chance de exaltar feitos da atual administração da capital e do aliado político, o prefeito Luciano Ducci (PSB).
Como parte final da solenidade, Beto Richa abriu seu gabinete. A decoração revela o estilo pessoal do governador. Movéis modernos e sóbrios em ferro e couro negro. Em destaque perto da janela, o capacete com que venceu as 500 milhas de Londrina no ano passado e o troféu de campeão.
Atrás da mesa, a foto do pai e um armário com a numerosa coleção de imagens religiosas doadas ao governador durante sua carreira política. Com o destaque dado para os santos, a outra coleção do governador, de miniaturas de tucanos (ave símbolo do PSDB), precisou ser guardada dentro de um dos armários do gabinete.
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